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Cranioleuca

Gênero de morfologia semelhante ao do gênero Synallaxis. Suas espécies vivem em florestas e matas secas, mais frequentemente nas copas das árvores e arbustos e não nos emaranhados densos de vegetação baixa como os anteriores. Constroem no alto das árvores ninhos esféricos com entrada lateral, compostos a partir de musgos e epífitas “barba-de-velho”, além de gravetos secos, folhas e outros materiais vegetais. Esses ninhos apresentam um aspecto muito diverso dos nihos de gravetos construídos por pássaros do gênero Synallaxis, dos quais estes também diferem pelo distinto padrão de vocalização, que usualmente é uma sequência de sons repetitivos.

Cranioleuca demissa - joão-do-tepui


  Registros de joão-do-tepui no WikiAves



O joão-do-tepui mede 15 cm de comprimento. A espécie é semelhante ao joão-de-cabeça-cinza, mas apresenta o boné ruivo e a linha supra-ocular esbranquiçada.

Ocorre nos tepuis em florestas montanas.

Presente na fronteira com a Venezuela, no Cerro Uei-Tepui e no Pico da Neblina (em Roraima e na fronteira do Amazonas).

Cranioleuca gutturata - joão-pintado


  Registros de joão-pintado no WikiAves

O joão-pintado mede 14 cm de comprimento. Lembra a plumagem juvenil do arredio-pálido, mas com asa totalmente ferrugínea e o peito pontilhado.

Ocorre na Amazônia em matas de várzea, matas de transição e matas de terra firme.

Presnte nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.

Cranioleuca muelleri - joão-escamoso


  Registros de joão-escamoso no WikiAves



O joão-escamoso mede 14 cm de comprimento. Sintópico com o joão-pintado, este pássaro distingue-se de seu congênere pelos olhos escuros e partes inferiores escamadas de branco.

Vive em matas de várzea, pântanos tropicais ou subtropicais.

É endêmico do Brasil, vive na região do baixo Amazonas, nos estados do Amazonas, Pará e Amapá.

Cranioleuca obsoleta - arredio-oliváceo


  Registros de arredio-oliváceo no WikiAves

O arredio-oliváceo mede 15 cm de comprimento. Apresenta apenas as coberteiras superiores das asas e a cauda ferrugíneas.

Vivem em matas mesófilas, matas subtropicais e matas de araucária até 1000m de altitude, no estrato inferior. Nas matas de araucária, é vizinho do ameaçado grimpeiro, mas não depende dessa árvore. Os hábitos são similares aos do arredio-pálido.

Presente nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e nos estados do Mato Grosso do Sul e de Sergipe.

Cranioleuca pallida - arredio-pálido


  Registros de arredio-pálido no WikiAves

O arredio-pálido tem 13,5 centímetros, ao contrário de alguns membros do gênero Cranioleuca , a cauda do arredio-pálido é curta e mais rígida, não servindo para apoiar-se. Tem vértice vermelho e, pardo quando jovem. Suas manifestações sonoras são: chamado: “tzíssik”, “tíssi-sick”; Assobio: “psi-psi-psi… psrrrrr”, repetido continuamente.

Vive nas copas na orla da mata. De asa redonda e mole, levanta vôo apenas em último recurso, dirigindo-se a pouca altura, para a brenha mais próxima.

Ocorre nos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal

Cranioleuca pyrrhophia - arredio


  Registros de arredio no WikiAves

O arredio mede 16 cm de comprimento. É sintópico com o arredio-oliváceo, da qual difere pelo píleo estriado.

Vive em matas ribeirinhas, capoeiras, matas secas e parques de espinilho.

Ocorre apenas no Rio Grande do Sul.

Cranioleuca semicinerea - joão-de-cabeça-cinza


  Registros de joão-de-cabeça-cinza no WikiAves

O joão-de-cabeça-cinza mede 16 cm de comprimento. Distingue-se pela cabeça e partes superiores uniformemente cinzas.

Vive em matas semidecíduas e bordas de florestas úmidas entre 500 e 850m de altitude.

É endêmico do Brasil, ocorrendo em todos os estados do Nordeste, além do Distrito Federal, Goiás e Tocantins.

Cranioleuca sulphurifera - arredio-de-papo-manchado

O arredio-de-papo-manchado mede 15 cm de comprimento. Pode ser sintópico com o arredio, da qual difere pelo amarelo da garganta, peito branco estriado e píleo uniforme, sem estrias. Pouco estudado, vive solitário ou aos pares.

Habita os juncais ou banhados e na vegetação arbustiva adjacente.

Ocorre no extremo sul do Rio Grande do Sul.

Cranioleuca vulpecula - arredio-de-peito-branco


  Registros de arredio-de-peito-branco no WikiAves

O arredio-de-peito-branco mede 14 cm de comprimento. Espécie sintópica com o arredio-do-rio, difere dessa espécie pelo padrão ainda mais claro da plumagem em suas partes inferiores. É por vezes considerado por alguns autores como subespécie do arredio-do-rio.

Vive nas margens e ilhas fluviais do Rio Solimões e seus principais afluentes em formações ripárias ribeirinhas dominadas por embaúbas.

Ocorre nos estados do Amazonas e Rondônia.

Cranioleuca vulpina - arredio-do-rio


  Registros de arredio-do-rio no WikiAves

O arredio-do-rio é comum nos emaranhados de arbustos e cipós em margens de rios e lagos, em bordas de florestas de galeria e ilhas fluviais. O próprio nome comum revela seu local de preferência e seu comportamento.

Um pouco menor do que o curutié(Certhiaxis cinnamomeus), a princípio pode ser confundido com ele. No entanto, a plumagem do dorso é completamente marrom avermelhada, formando um forte contraste com o ventre claro. A listra superciliar é maior e mais nítida, bem como o bico é claro com uma linha escura superior (é todo negro no curutié).

As atividades constantes das aves dificultam a identificação e, muitas vezes, são primeiro escutadas, antes de serem localizadas. O canto, um dueto entre macho e fêmea, começa com uma risada baixa, acelerada e mais alta no final. É emitido o ano inteiro, sendo de julho a dezembro (período reprodutivo) com enorme freqüência. Enquanto caçam insetos, vão cantando continuamente, às vezes dependurados em cipós, de cabeça para baixo. Habita, exclusivamente, a mata ciliar de rios, corixos e baías, desde abaixo da copa até os arbustos próximos ao chão. Nas matas inundáveis dos corixos e baías, pode aparecer nas laterais da mata e usar arbustos sobre a água, quando a confusão com o curutié é mais provável.

Presente na Amazônia (principalmente ao sul do Rio Amazonas), Piauí, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Referências

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